domingo, 31 de maio de 2009

O perigo

   Tragédia? Hah! Não chega nem perto, ja vi e sofri piores. No fim das contas, agente gargalha. Mas não de alguém, sim da situação. Convenhamos, é engraçado! Conhece-se alguém, aprende o que interessa sobre essa pessoa, constrói em volta dela uma fortaleza que só ela mesma pode destruir, e a parte comica; Ela sempre destrói! E o que acontece depois? Bom, agente corre o mais rapido possivel pra que os escombros não caiam sobre si, e depois de alcançar uma posição favoravel, olha para tudo aquilo que acabou de cair e gargalha. É assim que funciona ^^
   Penoso? Sim, o chato é ter que correr dos escombros. Mas é um mal quase necessário, portanto perdoável. E o interessante é que sempre escapei com poucos arranhões deles, feridas que cicatrizam rápido. Ou assim eu espero.
   Perigoso? Perigo?! Eu rio na cara do perigo. ha ha ha!
   

terça-feira, 19 de maio de 2009

Utopia

   O sol vai se escondendo timidamente atrás das arvores, como uma criança na saia da mãe. E deixa tudo alaranjado, e mais negro a cada minuto com sua partida. É triste. É triste ver-te partindo e não poder fazer nada a respeito, porém voltarás, e reinará a alegria junto ao romper da aurora. Mas ainda sim, iludo-me profundamente a cada dia, pois desejo que fiques e nunca tenhas que partir e deixar tudo negro novamente. Mas sei que não és meu, pertences ao mundo, e tens de alegrar a todos, não só a mim. Ao primeiro sinal teu, os pássaros cantam, entoam melodias aveludadas ao vento, a canção de boas vindas a tí. Infelizmente não consigo aproveitar ao maximo a companhia tua, pois fico a questionar "por quanto tempo será que vai durar?". A resposta logo vem, e mais uma vez te vejo escapar por entre montanhas ao longe e além. Icaro ja tentou possuir-te, e falhou. Não serei tão tolo quanto ele.

sábado, 16 de maio de 2009

Eu

   Já ouviu falar em preguiça? Bom, ela me define. Preguiça é geralmente interpretada como um cansaço infundado, porém, não só de cansaço se cria a preguiça. Há sinceridade na preguiça, há felicidade na preguiça, conforto. Mas também há vazio, tristeza e sua parcela de escuridão. De onde vem isso? Não me pergunte, sou preguiçoso demais para tentar descobrir, afinal, que diferença faz?
   Meu bom-humor é relativo e quando presente se manifesta alto, meu mau-humor é silencioso e por isso, traiçoeiro. "Seco demais para a ocasião", "Doce demais para a ocasião". Equilibrio não é mesmo comigo, apesar de procurar por ele.
   Não digo que amo ninguém assim tão facil, amor é muito confuso para se assegurar dele, só disse "eu te amo" para amigos sinceros, veradeiros e irmãos, que um dia me enterrarão. Talvez eu esteja complicando demais essa questão, por isso nunca consegui dizer "eu te amo" à garotas com verdade. Deveria eu banalizar o amor para conseguir sucesso efêmero? Não creio, não posso.
   Isso sou eu, e isso fica sempre muito feliz em ajudar.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Uma noite e tanto

   Ah, que noite maravilhosa. Fez frio razoavelmente, e a surpresa, a estrela da noite; A chuva! Ora, mas não só a chuva em sí, a combinação dos fatores. Vejam, uma noite de lua cheia solitária é tão inspiradora quanto um céu cheio de contrastes? Como quando ela (a lua) se posiciona estratégicamente entre as núvens e cria aquela infinidade de azúis escuros no firmamento negro... Pois então, a Lua Cheia sozinha não torna uma noite tão mágica assim, como apenas a chuva ou apenas o frio também não o fazem. Essas forças combinadas me deixam num estado de júbilo aparentemente inexplicável, o rugir dos trovões para além das janelas me arrepiam, o som da água que cai furiosa me relaxa. É como se essas forças me revigoracem de algum modo, como se elas levassem a dor que precisa ser levada, mas há ocasiões em que elas trazem o peso e a dor e pesar consigo. Porém não desta vez. O som dos cellos unido aos ruidos assombrosos lá de fora me encantam. Cassoam da minha sanidade, um paradoxo fascinante!

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Nostalgia

   Nostalgia, saudade, saudosismo... Passado. Felicidade. Comparado à uma vida foi por tão pouco tempo, e por muito esses sentimentos se estenderão. Os pensamentos simples de criança não me deixavam ver todas as pequenas coisas que deveria, que hoje eu procuro tentar lembrar. Detalhes tão importantes, tão significativos, enfim. Detalhes. A falta de organização tão "metódica" no ultimo apartamento, não combinava mesmo contigo, pai! Meias sendo cuspidas das gavetas, copos pra todo lado, a escrivaninha do computador...Melhor nem comentar! A samambaia da sala, sempre verde, não faço idéia do quão antiga ela era e muito menos do destino que tomou. 
   Voltando mais no tempo, o Hotel Solar, que hoje se tornou (afrontosamente) uma academia, aquele prédio foi construído para ser um hotel, injusto. De qualquer forma, ali recebi as primeiras noções de desenho por tuas mãos, pai. Me iludi com o "jogo" chamado internet, que acreditava ser algo relacionado à navios por dizerem que se navegava por ela, e me frustrei quando descobri que só haviam letras, na lentidão psicodélica do 486...Levava hópedes à seus quartos, com toda a cortezia, um perfeito gentleboy. Tive amigos de infância marcantes, outros nem tanto. Conheci a Saga de Star Wars, tudo nesse emaranhado de quartos, que muitos não chamam de casa, mas eu chamo de "Lar perfeito". Você me fez feliz, pai, e me deu vontade de ser feliz, com seu bom e (tão caracteristico) mau-humor ereditário, diga-se de passagem. Foi sim, injusta sua partida, mas seres humanos morrem. É aceitável. 
   Apesar de tudo, não tenho revolta. Bem disse meu irmão uma vez; "não sentimos isso porque tudo o que tinhamos de resolver com ele resolviamos". Faço minhas tuas palavras Gio, de fato, assim era feito ^^