E chega a hora em que uma tristeza revoltada se abate sobre os seres que a troco de seu próprio prazer não compensado contemplam as estrelas. Pouco sei sobre essas luzes encantadoras, esses olhos mágicos, que iluminam a noite fazendo o escuro se envergonhar. São pálidas em seu esplendor sufocante e são delicadas como o toque morno da luz do sol pela manhã. De todas, as que mais admiro e amo são três e devo dizer; já vi e conheci várias estrelas cadentes, mas estas três não caem. Seu próprio fulgor as mantém intáctas.
Então porque a tristeza revoltada, voces devem se perguntar. Ora, é simples e ja foi antes abordado por mim em textos anteriores. Tudo tem a ver com alcance, ou a falta dele. Não é nada dificil de se concluir que uma vez que você admira e ama algo, acaba por deseja-lo, cobiça com olhos de quem precisa possuir. Pois bem, eu cobiço essas luzes e sei que não posso tê-las, não exatamente por talvez ser 'trevoso', mas porque as pálidas parecem ser muito para qualquer um que as tente possuir. Ouso, porém, as vezes e em vão na maioria delas... Vai que cola.
domingo, 22 de novembro de 2009
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Das Mãos

Mãos podem ser dominantes, sérias, mentirosas, verdadeiras, carinhosas ou pesadas, ou qualquer outro adjetivo perfeitamente aplicável. São mecanismos complexos e belos em sua dificuldade de compreensão, mesmo assim não são impossíveis de se entender no que diz respeito à mecânica. Porém a linguagem silenciosa que elas exalam em meio a sua beleza prende olhares e a atenção, e essa linguagem sim, é um tanto complicada. São por excelência habilidosas e à subordinação de um cérebro magnífico cria obras de infindável beleza. A cultura do mundo não poderia ser tão rica, não fossem elas. E quando tudo tende à caríceas, nada seria como de fato é, se nessa arte elas não fossem mestres.
Mas como tudo tem um lado sombrio, pelas mãos da humanidade também se dá a destruição, a depravação do belo, um toque de maldade e cobiça que nos persegue desde os primórdios. E o que move esse mal são corações obscuros, egoístas... Gente, sim. E fazem questão de antes de corromper o que quer que seja, corromper as próprias mãos, e sua vontade...
Más ou não, são de todo belas e merecem respeito, as mãos que moldaram os alicérces do mundo civilizado.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Sabemos que não se pode alcançar
Quase um mês sem postar! Não vou deixar isso acontecer, ou assim espero. Um mes é muito tempo de esquecimento... Nada bom.
É impressionante, como tudo o que é inalcançável é mais bonito e tem mais brilho. E você tenta em vão obter, mas tudo o que consegue é frustração. Porém não se pode negar que tudo transcorre como uma luta bonita, o ato de tentar alcançar o inalcançável. A busca de forças para superar o que não se pode superar, e no fim a tragédia é certa, mas ainda assim bela. Outro vôo ao sol, outra queda envergonhada... A sina de alguns, o deleite de muitos. Pois muitos apreciam observar a labuta de longe, e quando você finalmente cai e chora, os espectadores se levantam para enxergar melhor e riem. Isso também se aplica aos sonhos.
A poesia por tras disso é muito verdadeira. Sempre há algo ou alguém fora de alcance, e você deseja, cobiça, acha que precisa...Mas não precisa...Mesmo assim acha, e isso ja é o bastante para que tudo comece denovo até a próxima queda...
É impressionante, como tudo o que é inalcançável é mais bonito e tem mais brilho. E você tenta em vão obter, mas tudo o que consegue é frustração. Porém não se pode negar que tudo transcorre como uma luta bonita, o ato de tentar alcançar o inalcançável. A busca de forças para superar o que não se pode superar, e no fim a tragédia é certa, mas ainda assim bela. Outro vôo ao sol, outra queda envergonhada... A sina de alguns, o deleite de muitos. Pois muitos apreciam observar a labuta de longe, e quando você finalmente cai e chora, os espectadores se levantam para enxergar melhor e riem. Isso também se aplica aos sonhos.
A poesia por tras disso é muito verdadeira. Sempre há algo ou alguém fora de alcance, e você deseja, cobiça, acha que precisa...Mas não precisa...Mesmo assim acha, e isso ja é o bastante para que tudo comece denovo até a próxima queda...
domingo, 25 de outubro de 2009
Quando tudo escurece
Coisas belas lhe vinham a cabeça, e tudo florecia e prosperava à sua volta. Seu povo contente, trabalhando e vivendo a bonança de um reino do mundo antigo onde nenhum mal havia. As crianças cresciam aos arredores, brincando e conhecendo várias espécies curiosas de insetos para além das muralhas da fortaleza. Donzelas teciam belas vestimentas enquanto todo o resto dos camponeses trabalhavam alegremente.
Aconteceu que bastou lhe ocorrer como que num estálo de insanidade um pensamento escuro, e tudo o que era verde e crescia com vida desfaleceu. O mundo chorou, e em seu trono agora de agonia, o Rei tremia em ódio sobre tudo o que sua raiva podia compreender. Levantou-se e lamentou o fim de sua prosperidade, e então teve inicio a tempestade e o céu veio abaixo enquanto ele chorava. Logo conformou-se à escuridão, e nuvens negras cobriram seus domínios e se extenderam além. Agora seus olhos ardem em chamas e vulcões emergem da terra como se esta estivesse furiosa. Cheio de malícia, o Rei Escuro finalmente se contenta denovo, ao ver a lava que espirra direto das veias do mundo.
Aconteceu que bastou lhe ocorrer como que num estálo de insanidade um pensamento escuro, e tudo o que era verde e crescia com vida desfaleceu. O mundo chorou, e em seu trono agora de agonia, o Rei tremia em ódio sobre tudo o que sua raiva podia compreender. Levantou-se e lamentou o fim de sua prosperidade, e então teve inicio a tempestade e o céu veio abaixo enquanto ele chorava. Logo conformou-se à escuridão, e nuvens negras cobriram seus domínios e se extenderam além. Agora seus olhos ardem em chamas e vulcões emergem da terra como se esta estivesse furiosa. Cheio de malícia, o Rei Escuro finalmente se contenta denovo, ao ver a lava que espirra direto das veias do mundo.
domingo, 18 de outubro de 2009
Hail à tarde na sorveteria !
Algumas poucas amizades duram. Duram as vezes mais do que achavamos que durariam. E elas passam por momentos tão diversos; caminham hora por belos campos verdes, lindas paisagens, hora por tempestades que parecem intermináveis, fazem o tempo passar tão devagar, mas quando olhamos pra trás, lá está! Uma história toda, cheia de cenas engraçadas e até mesmo lágrimas, e sim, faz tempo! Aí pensamos que o tempo passou rápido demais e que deveriamos ter aproveitado mais enquanto podíamos, porque afinal, bons amigos sempre moram longe (ou nem sempre).
Tanta gente cruza nossos caminhos, gente (na maioria das vezes) sem importancia. Convivemos com essas pessoas dia-a-dia, na escola, na rua ou no trabalho. Mas no fim das contas, é uma tarde na sorveteria que muda sua concepção sobre amizade.
Meus amigos de infância foram todos engolidos pelo tempo, porém tenho sim, velhos amigos que ainda me são caros. E uns "novos" que certamente durarão, ou assim espero.
Esse Post é especialmente dedicado pra ti, Leon. 18/10 is such a date to remember, huh? ^^. Mas bom, eu sempre me pego lembrando do tempo que conseguimos passar juntos, com um bocado de esforço, e dessa minha bendita ida pra BH que me fez acordar que ainda tem muito mais pra se ver. Você sabe que é uma porra dum amigo desgraçadamente necessário pra mim, certo? Ótimo ^^'. Pois bem, 5 anos já se foram, e se essa merda não acabou até agora, acho dificil de acabar, então....Vamos ter de nos aturar até o fim de nossos tempos. E que assim seja =)
Tanta gente cruza nossos caminhos, gente (na maioria das vezes) sem importancia. Convivemos com essas pessoas dia-a-dia, na escola, na rua ou no trabalho. Mas no fim das contas, é uma tarde na sorveteria que muda sua concepção sobre amizade.
Meus amigos de infância foram todos engolidos pelo tempo, porém tenho sim, velhos amigos que ainda me são caros. E uns "novos" que certamente durarão, ou assim espero.
Esse Post é especialmente dedicado pra ti, Leon. 18/10 is such a date to remember, huh? ^^. Mas bom, eu sempre me pego lembrando do tempo que conseguimos passar juntos, com um bocado de esforço, e dessa minha bendita ida pra BH que me fez acordar que ainda tem muito mais pra se ver. Você sabe que é uma porra dum amigo desgraçadamente necessário pra mim, certo? Ótimo ^^'. Pois bem, 5 anos já se foram, e se essa merda não acabou até agora, acho dificil de acabar, então....Vamos ter de nos aturar até o fim de nossos tempos. E que assim seja =)
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Um texto de alguma coisa sobre coisa nenhuma
O mundo parece tão pequeno as vezes, mas não creio que seja. Tudo o que há são pontos de vista. Os que acham que o mundo é pequeno ainda não viram muito dele e talvez nem esperem ver. E de fato, há muito para ver. Eu quero ver o nascer e o por do sol de vários lugares diferentes, viver como um verdadeiro nomade. Ou então achar um lugar que me satisfaça por completo, onde possa observar a tudo sem me enjoar da vista, e ainda participar dela.
Mas e agora? Era tudo um sonho? Será que eu acordei mesmo, ou ainda tem mais por vir? Você se importaria de me dizer? Claro que sim, afinal qual seria a graça? Um dia descubro tudo por mérito próprio, e aí sim, você terá vergonha. E enquanto chorar, eu estarei sorrindo com uma parcela notável de arrependimento.
E não se culpe no final. Pois afinal, a culpa não será totalmente sua.
Mas e agora? Era tudo um sonho? Será que eu acordei mesmo, ou ainda tem mais por vir? Você se importaria de me dizer? Claro que sim, afinal qual seria a graça? Um dia descubro tudo por mérito próprio, e aí sim, você terá vergonha. E enquanto chorar, eu estarei sorrindo com uma parcela notável de arrependimento.
E não se culpe no final. Pois afinal, a culpa não será totalmente sua.
quarta-feira, 7 de outubro de 2009
Eis que chega outubro
Sim, me desculpem a demora para saudar o mês do equilíbrio, mas lembre-se de que eu sou uma das pessoas mais desequilibradas que talvez você venha a conhecer. Pois bem, o inicio de outubro - e da maldita primavera - está sendo de fato, um tanto turbulento no que diz respeito a minha pacata rotina. Está me forçando a tomar algumas decisões. Decisões estas que se provarão erradas e descabidas no final, heheh....
De agora em diante, o calor é oficial e não ha nada que se possa fazer contra, afinal ainda temos duas longas estações quentes à frente. E uma tendencia um tanto estranha para mim se faz presente, a novidade é que tenho tido muito interesse em vestir branco. Não sei bem a razão, ou muito menos se há alguma. E finalmente, tempos amenos voltaram... Sem sentimentos avassaladores à flor da pele. Tudo o que há são mais ruínas atrás, e um belo céu azul a frente. E meu egoísmo cresce com vigor, isso é de certa forma muito bom. Egoísmo significa amor próprio, algo que havia esquecido por um breve período de tempo, mas que está de volta. Apenas acorde mais cedo para ver o sol nascer, e durma antes que ele morra.
De agora em diante, o calor é oficial e não ha nada que se possa fazer contra, afinal ainda temos duas longas estações quentes à frente. E uma tendencia um tanto estranha para mim se faz presente, a novidade é que tenho tido muito interesse em vestir branco. Não sei bem a razão, ou muito menos se há alguma. E finalmente, tempos amenos voltaram... Sem sentimentos avassaladores à flor da pele. Tudo o que há são mais ruínas atrás, e um belo céu azul a frente. E meu egoísmo cresce com vigor, isso é de certa forma muito bom. Egoísmo significa amor próprio, algo que havia esquecido por um breve período de tempo, mas que está de volta. Apenas acorde mais cedo para ver o sol nascer, e durma antes que ele morra.
domingo, 27 de setembro de 2009
Os desejos de um espírito
Desejar ousar e não poder, ja ousou muito se matando. Agora é hora para descanço e nada mais. Apenas silencio, quietude e calma. Serenidade se possível, mas não para ele. Os desejos de um espírito são ilusões. Ele quer ver e tocar, porém sabe que nada pode fazer de seus sonhos realidade, mas ainda assim, deseja.
Deseja agora desafiar seus próprios limites, mas já não há mais limites para serem desafiados. Atravessar paredes vai muito além do que um dia sonhara, mesmo assim, hoje parece muito vago e sem utilidade. Então por fim, deseja morrer. Mas que tolice!
Deseja agora desafiar seus próprios limites, mas já não há mais limites para serem desafiados. Atravessar paredes vai muito além do que um dia sonhara, mesmo assim, hoje parece muito vago e sem utilidade. Então por fim, deseja morrer. Mas que tolice!
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A Curiosidade
Via-se na distancia, um senhor e uma criança vindo e observando a tudo. O menino, que havia aprendido a andar há muito pouco tempo, perguntava ao velho com profundo interesse sobre tudo o que sua vista tão jovem podia ver.
- O que é aquilo no céu? - ele queria saber. Mal sabia falar também. - Aves carniceiras, creio eu. - respondeu o velho de mãos dadas com o menino.
- E aquilo? - ele apontava para uma arvore. - Uma amoreira, creio eu. - ele disse
- E qual é aquele passarinho lá em cima? - O velho se esforçava para conseguir enchergar, a idade o impedia de ver longe. - Acho que um pardal, meu filho. - ele dizia ainda com os olhos fixos na copa da arvore.
- Pra onde ele voa?
- Para além da sua imaginação, creio eu.
- Voce cre tanto, vovo. Porque?
- Por que eu nunca tive curiosidade para perguntar.
- O que é aquilo no céu? - ele queria saber. Mal sabia falar também. - Aves carniceiras, creio eu. - respondeu o velho de mãos dadas com o menino.
- E aquilo? - ele apontava para uma arvore. - Uma amoreira, creio eu. - ele disse
- E qual é aquele passarinho lá em cima? - O velho se esforçava para conseguir enchergar, a idade o impedia de ver longe. - Acho que um pardal, meu filho. - ele dizia ainda com os olhos fixos na copa da arvore.
- Pra onde ele voa?
- Para além da sua imaginação, creio eu.
- Voce cre tanto, vovo. Porque?
- Por que eu nunca tive curiosidade para perguntar.
domingo, 13 de setembro de 2009
Uma noite na Taverna
Elros entrou na taverna junto ao avanço do crepúsculo, estava aparentemente abatido e cansado. Sentou-se de frente ao balcão. - Rum, Falstoph, rum. - Pediu e foi prontamente atendido.
Era de fato cedo para começar a beber, mal caíra a noite e a taverna estava às moscas. Nenhum de seus amigos havia chegado e Elros se perguntava se apareceria alguém, no fim das contas.
Ao meiar o terceiro caneco de rum, eis que Elros vê Lörindir esbarrar na porta, ele adentra quieto e visivelmente bêbado. - Meu bom Falstoph, um café forte.. Por favor. - Elros ouviu aquelas palavras, e elas entraram em sua cabeça como parafusos enferrujados. - Café?! Café?!?- Esbravejou. - Falstoph, encha minha caneca de Rum mais uma vez e raios me partam se Lörindir não me acompanhar!
- Elros! Não te reconheci, velho amigo. - Disse surpreso. - É claro que não, você não saberia dizer a diferença entre uma vaca e um dragão, nesse estado! - Respondeu Elros entre risos, e os dois gargalharam depois.
- Tomas Rum? Ora, claro que te acompanho. Suspenda o café velho Falstoph! Afinal, é sexta!
- Esse é o velho Lörindir! Hahah! - Zombova - Mas diga-me, por onde andavas nesse dia quente de fim de inverno?
- Acreditas que tomei os primeiros goles em casa, saí e entrei numa outra taverna a leste? Um lugar estranho, de fato. Quando dei por mim, ja estava bebado e não conhecia ninguem daquela joça, e todos me fitavam cheios de intensões malévolas. Logo tomei meu rumo pra cá! - Explicava Lörindir achando graça. - Caí no caminho, veja - mostrando o cotovelo - Malditas carroças, o fim de tarde é caótico nessa cidade. - Elros só fazia rir, o estado de seu amigo era deplorável, digno de pena.
- Caro amigo, o sol mal se esconde e já esta caindo pelas ruas! -
Falstoph entrega o rum de Lörindir. - Ora essa, veja quem fala! Aposto que só não caiu até agora por que estás sentado, nobre. Veremos ao fim da noite! - Disse depois de sorvar um belo gole. E Elros o acompanhou sorrindo ironicamente. Não mais que subtamente, Lothor entra na taverna. - Saudações caros cachaceiros! - E ria! Como ria... - Lörindir!! Eu te vi caindo logo ali! Hahahaha!! O que aconteceu?!
- Maldito fazendeiro! Um dia eu mato um desses, e aqueles jegues que eles chamam de cavalos! Eu ja estava ha um bom tempo tentando atravessar a viela, quando finalmente me arrisco, ele como que de propósito avança. Tive de me jogar a frente para não ser atropelado. - Elros e Lothor a essa altura riam como Hienas da situação.
A conversa proseguia agradável, e o rum ia ficando mais suave a cada gole. Ia passando das seis e meia quando a Taverna foi se enchendo e o que mais se ouvia lá dentro eram vozes, e berros de bebados. Vez ou outra, alguem começava a cantar musicas típicas de bares e tavernas, isso fez com que Elros, que carregava um alaúde tivesse a idéia de começar a tocar.
- Precisamos de musica de verdade aqui, meus nobres! - Disse pegando o instrumento que deixara descançando no chão e recostado no balcão. Nada mais precisava ser dito, logo Lörindir puxou sua flauta das costas e iniciou a primeira melodia, Lothor pediu à Falstoph que lhe emprestace um pandeiro, e tudo ja estava armado. Beberam e tocaram a sexta feira com toda a alegria que lhes restavam da semana. Mais tarde, Vardamir, o anão, se juntou a eles. Deus, como anões bebem! E são orgulhosos como só eles podem ser, contava dos feitos dos antepassados - como se ninguem nunca tivesse ouvido tais histórias antes. - E como comem! Tão logo chegara, e sua mesa ja estava cheia de pilhas de pratos. Entre uma musica e outra todos comiam algo, mas Vardamir conseguia cantar e comer e beber ao mesmo tempo! Era impressionante.
Ia ficando tarde, e ocorreu que Elros precisava urinar. Foi sozinho e dormiu. Acordou de madrugada com o cricrilar dos grilos lá fora. Quando voltou para o salão da taverna viu o que pensara ser uma carnificina, mas não. Eram apenas bebados empilhados, até Falstoph havia dormido de bebado! O próprio dono do estabelecimento... Que vergonha! Quando deu por si, Vardamir estava dormindo emcima do que era pra ser seu Alaúde, "Filho de uma boa mãe" pensou... Mas estava com muito sono e preguiça para acordar um anão para uma briga de madrugada. Acabou que ele acordou Falstoph.
- Ei, seu irresponsável, acorde! - zombava - Me dê um caneco de cerveja, preciso ir pra casa. Logo amanhece, vou tomar uns cocões da patroa, e amanha ainda preciso arrumar o Feno...
Era de fato cedo para começar a beber, mal caíra a noite e a taverna estava às moscas. Nenhum de seus amigos havia chegado e Elros se perguntava se apareceria alguém, no fim das contas.
Ao meiar o terceiro caneco de rum, eis que Elros vê Lörindir esbarrar na porta, ele adentra quieto e visivelmente bêbado. - Meu bom Falstoph, um café forte.. Por favor. - Elros ouviu aquelas palavras, e elas entraram em sua cabeça como parafusos enferrujados. - Café?! Café?!?- Esbravejou. - Falstoph, encha minha caneca de Rum mais uma vez e raios me partam se Lörindir não me acompanhar!
- Elros! Não te reconheci, velho amigo. - Disse surpreso. - É claro que não, você não saberia dizer a diferença entre uma vaca e um dragão, nesse estado! - Respondeu Elros entre risos, e os dois gargalharam depois.
- Tomas Rum? Ora, claro que te acompanho. Suspenda o café velho Falstoph! Afinal, é sexta!
- Esse é o velho Lörindir! Hahah! - Zombova - Mas diga-me, por onde andavas nesse dia quente de fim de inverno?
- Acreditas que tomei os primeiros goles em casa, saí e entrei numa outra taverna a leste? Um lugar estranho, de fato. Quando dei por mim, ja estava bebado e não conhecia ninguem daquela joça, e todos me fitavam cheios de intensões malévolas. Logo tomei meu rumo pra cá! - Explicava Lörindir achando graça. - Caí no caminho, veja - mostrando o cotovelo - Malditas carroças, o fim de tarde é caótico nessa cidade. - Elros só fazia rir, o estado de seu amigo era deplorável, digno de pena.
- Caro amigo, o sol mal se esconde e já esta caindo pelas ruas! -
Falstoph entrega o rum de Lörindir. - Ora essa, veja quem fala! Aposto que só não caiu até agora por que estás sentado, nobre. Veremos ao fim da noite! - Disse depois de sorvar um belo gole. E Elros o acompanhou sorrindo ironicamente. Não mais que subtamente, Lothor entra na taverna. - Saudações caros cachaceiros! - E ria! Como ria... - Lörindir!! Eu te vi caindo logo ali! Hahahaha!! O que aconteceu?!
- Maldito fazendeiro! Um dia eu mato um desses, e aqueles jegues que eles chamam de cavalos! Eu ja estava ha um bom tempo tentando atravessar a viela, quando finalmente me arrisco, ele como que de propósito avança. Tive de me jogar a frente para não ser atropelado. - Elros e Lothor a essa altura riam como Hienas da situação.
A conversa proseguia agradável, e o rum ia ficando mais suave a cada gole. Ia passando das seis e meia quando a Taverna foi se enchendo e o que mais se ouvia lá dentro eram vozes, e berros de bebados. Vez ou outra, alguem começava a cantar musicas típicas de bares e tavernas, isso fez com que Elros, que carregava um alaúde tivesse a idéia de começar a tocar.
- Precisamos de musica de verdade aqui, meus nobres! - Disse pegando o instrumento que deixara descançando no chão e recostado no balcão. Nada mais precisava ser dito, logo Lörindir puxou sua flauta das costas e iniciou a primeira melodia, Lothor pediu à Falstoph que lhe emprestace um pandeiro, e tudo ja estava armado. Beberam e tocaram a sexta feira com toda a alegria que lhes restavam da semana. Mais tarde, Vardamir, o anão, se juntou a eles. Deus, como anões bebem! E são orgulhosos como só eles podem ser, contava dos feitos dos antepassados - como se ninguem nunca tivesse ouvido tais histórias antes. - E como comem! Tão logo chegara, e sua mesa ja estava cheia de pilhas de pratos. Entre uma musica e outra todos comiam algo, mas Vardamir conseguia cantar e comer e beber ao mesmo tempo! Era impressionante.
Ia ficando tarde, e ocorreu que Elros precisava urinar. Foi sozinho e dormiu. Acordou de madrugada com o cricrilar dos grilos lá fora. Quando voltou para o salão da taverna viu o que pensara ser uma carnificina, mas não. Eram apenas bebados empilhados, até Falstoph havia dormido de bebado! O próprio dono do estabelecimento... Que vergonha! Quando deu por si, Vardamir estava dormindo emcima do que era pra ser seu Alaúde, "Filho de uma boa mãe" pensou... Mas estava com muito sono e preguiça para acordar um anão para uma briga de madrugada. Acabou que ele acordou Falstoph.
- Ei, seu irresponsável, acorde! - zombava - Me dê um caneco de cerveja, preciso ir pra casa. Logo amanhece, vou tomar uns cocões da patroa, e amanha ainda preciso arrumar o Feno...
sábado, 12 de setembro de 2009
Um novo começo
O que é velho morre, o que é novo cresce e se multiplica. Gosto de tradições, minhas amizades mais presadas durarão até o fim de meus dias. Mas as ervas daninhas têm de ser cortadas pela raiz, ou crescerão denovo e denovo. Nada é como parece ser, no final das contas. As mascaras caem, a decepção - esperada com ansiedade - ilumina pensamentos como uma tocha na caverna escura, faz ver o que havia de errado.
And there and back again, eu digo! Que venha o novo, e que os velhos continuem leais a mim, voem comigo sobre as colinas e além! E os que não foram, que morram. Mas não pelas minhas mãos...
And there and back again, eu digo! Que venha o novo, e que os velhos continuem leais a mim, voem comigo sobre as colinas e além! E os que não foram, que morram. Mas não pelas minhas mãos...
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Da falta de inspiração
Ah...É tão triste ver o ultimo vestigio de inspiração se esvair pela ponta do lapis sem desejo de retornar.
Nada parece tão interessante a se cantar, escrever ou desenhar. Porém tudo mantém sua beleza intacta, a falha jaz na minha falta de apreço pelas tais coisas. O canto dos p
ássaros continua belo, tal como os raios de sol que iluminam as árvores verdejantes, onde eles entoam suas melodias. Tudo ainda tem sua beleza enferrujada de outrora, o pasto, os vales, rios e tudo o que eles refletem. O poder das tempestades e a calmaria mais doce, o calor de novembro e o frio cortante de junho. Mas nada disso me inspira tanto quanto no passado.
Há não tanto tempo tudo era mais intenso, cada mudança de clima era vista por mim como um grande acontecimento, a luz do sol que com força rompe as nuvens era quase divina, a lua também perdeu muito da sua majestade, o tapete amarelo embaixo dos Ipês são maravilhosos, mas não me causam mais arrepios. Houve dias em que eu tinha a necessidade de sentir o ar fresco da noite, e vagava sozinho pelas ruas só pra ter esse simples prazer...
Talvez nada disso seja suficiente agora, nada disso supre mais meus anseios. Os dias ficaram mais longos e as noites intermináveis. Escuridão é o que há em volta, e se aproxima rápido. Porém não é eterna, inspiração retorna com o tempo, eu sei que retorna... E cedo ela estará de volta.
Nada parece tão interessante a se cantar, escrever ou desenhar. Porém tudo mantém sua beleza intacta, a falha jaz na minha falta de apreço pelas tais coisas. O canto dos p
ássaros continua belo, tal como os raios de sol que iluminam as árvores verdejantes, onde eles entoam suas melodias. Tudo ainda tem sua beleza enferrujada de outrora, o pasto, os vales, rios e tudo o que eles refletem. O poder das tempestades e a calmaria mais doce, o calor de novembro e o frio cortante de junho. Mas nada disso me inspira tanto quanto no passado.Há não tanto tempo tudo era mais intenso, cada mudança de clima era vista por mim como um grande acontecimento, a luz do sol que com força rompe as nuvens era quase divina, a lua também perdeu muito da sua majestade, o tapete amarelo embaixo dos Ipês são maravilhosos, mas não me causam mais arrepios. Houve dias em que eu tinha a necessidade de sentir o ar fresco da noite, e vagava sozinho pelas ruas só pra ter esse simples prazer...
Talvez nada disso seja suficiente agora, nada disso supre mais meus anseios. Os dias ficaram mais longos e as noites intermináveis. Escuridão é o que há em volta, e se aproxima rápido. Porém não é eterna, inspiração retorna com o tempo, eu sei que retorna... E cedo ela estará de volta.
sábado, 5 de setembro de 2009
Sobre crianças
Crianças... são tão avulsas, se jogam no mundo com tanta facilidade, cegas pela inocencia. A unica coisa que as diferencia são os extremos de felicidade e tristeza, que mesmo assim, são efêmeros. Parem para observar um dia.
Crianças felizes são geralmente chatas, por que a felicidade desses seres é muito gritante. Falam demais, alto demais, são muito pegajosas, dão palpite em coisas que nunca ouviram falar... Sim, seus estupidos, parem de me condenar, eu digo isso por que ja fui assim também.
Uma criança triste é algo muito mais bonito de se ver. Não por ter apanhado ou algo assim, essas coisas acontecem naturalmente, um fim de tarde que as lembre da mãe que está viajando ou uma briga de amigos daquelas que duram à tardar 15 minutos, e lá estão eles brincando juntos denovo. Essas são mais suaves, os sorrisos não são forçados, quando acontecem são espontaneos e cheios de brilho, os olhos são expressivos por natureza. Minha infancia infelizmente foi feliz, nunca fiz muito o tipo do poeta precoce de 7 anos...
Crianças felizes são geralmente chatas, por que a felicidade desses seres é muito gritante. Falam demais, alto demais, são muito pegajosas, dão palpite em coisas que nunca ouviram falar... Sim, seus estupidos, parem de me condenar, eu digo isso por que ja fui assim também.
Uma criança triste é algo muito mais bonito de se ver. Não por ter apanhado ou algo assim, essas coisas acontecem naturalmente, um fim de tarde que as lembre da mãe que está viajando ou uma briga de amigos daquelas que duram à tardar 15 minutos, e lá estão eles brincando juntos denovo. Essas são mais suaves, os sorrisos não são forçados, quando acontecem são espontaneos e cheios de brilho, os olhos são expressivos por natureza. Minha infancia infelizmente foi feliz, nunca fiz muito o tipo do poeta precoce de 7 anos...
sexta-feira, 4 de setembro de 2009
Sobre Girinos
Heroísmo é pra heróis, eu não pretendo mudar o mundo de ninguem que não o meu próprio. Pessoas acomodadas que nos encorajam a agir é deprimente, façam vocês mesmos! Eu faço a minha parte, prometo. Terei um trailer, dois girinos pra criar, uma lora e uma vida nômade. Não preciso de muito mais pra viver, a não ser que a lora precise...
Ih...Parece que vai chover, o dia tá abafado... cansativo. Um dia à meia luz daqueles que não prometem muito, apenas uma boa soneca no fim de tarde, e como é sexta, bebida a noite. Porém sem muito propósito... E quando houve algum?
Vocês vêem isso? É engraçado o rumo que as coisas vão tomando com o tempo, não tenho idéia do futuro, mesmo assim faço planos que podem ser desfeitos em uma semana, como podem se tornar reais por mais absurdos que possam parecer, comprar um trailer e criar um casal de girinos com uma lora, hahah! A força da palavra ^^...
Ih...Parece que vai chover, o dia tá abafado... cansativo. Um dia à meia luz daqueles que não prometem muito, apenas uma boa soneca no fim de tarde, e como é sexta, bebida a noite. Porém sem muito propósito... E quando houve algum?
Vocês vêem isso? É engraçado o rumo que as coisas vão tomando com o tempo, não tenho idéia do futuro, mesmo assim faço planos que podem ser desfeitos em uma semana, como podem se tornar reais por mais absurdos que possam parecer, comprar um trailer e criar um casal de girinos com uma lora, hahah! A força da palavra ^^...
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Sabe que fones são muito interessantes? Eles dizem apenas o que você quer ou precisa ouvir, e quando você quer ou precisa ouvir. Pessoas pensam demais. Algumas...
Hoje eu estou com muita vontade de escrever, mesmo. Sendo assim, vou falar de tudo o que me vier na cabeça e tenham saco - ou não - pra ler. Sem poesias desnecessárias desprovidas de sentimento, apenas algumas frases cuspidas com um pouco de catarro e descaso, tão sujas quanto podem ser.
Maldito calor que ja tanto me encomoda. É como se o sol se aproximace da terra a cada ano... Eu dizia pra quem estava perto de mim, a não tanto tempo atrás "não joga a sacolinha no chão, estupido"... Se bem que isso não influencia tanto, de fato. Esse planeta ja foi muito pior. A bilhões de anos tudo o que havia era fogo, erupções vulcanicas, tempestades que duravam meses, e o planeta sempre esteve aqui, firme. E todos dizem "salvem o planeta!!"? Salvem a si mesmos seus imbecis, o planeta vai continuar aqui com ou sem vocês. Estamos todos fodidos =) .
Ok, Ok...Criticas ambientalistas ou políticas são ridículas pra quem não entende nada disso, mas eu deveria falar de que? Mais uma decepção?... Acho que ja tem o bastante nesse blog, vamos pensar em algo novo...
-Ora, puxe logo o gatilho e acabe com isso, se tiver coragem. Mas é claro que você não tem! Olhe só pra você! Um pobre coitado, mal resolvido cheio de desejos que não consegue realizar, sem filhos aos 40, não me surpreenderia se fosse virgem! É?! AHAHA! Por favor, me livre logo de continuar olhando para você e me mate de uma vez!! - Edward puxou o gatilho. Porém nele mesmo.
Pobre Edward, que vida triste =)
Por hoje é só isso...To com sono -.-'
Hoje eu estou com muita vontade de escrever, mesmo. Sendo assim, vou falar de tudo o que me vier na cabeça e tenham saco - ou não - pra ler. Sem poesias desnecessárias desprovidas de sentimento, apenas algumas frases cuspidas com um pouco de catarro e descaso, tão sujas quanto podem ser.
Maldito calor que ja tanto me encomoda. É como se o sol se aproximace da terra a cada ano... Eu dizia pra quem estava perto de mim, a não tanto tempo atrás "não joga a sacolinha no chão, estupido"... Se bem que isso não influencia tanto, de fato. Esse planeta ja foi muito pior. A bilhões de anos tudo o que havia era fogo, erupções vulcanicas, tempestades que duravam meses, e o planeta sempre esteve aqui, firme. E todos dizem "salvem o planeta!!"? Salvem a si mesmos seus imbecis, o planeta vai continuar aqui com ou sem vocês. Estamos todos fodidos =) .
Ok, Ok...Criticas ambientalistas ou políticas são ridículas pra quem não entende nada disso, mas eu deveria falar de que? Mais uma decepção?... Acho que ja tem o bastante nesse blog, vamos pensar em algo novo...
-Ora, puxe logo o gatilho e acabe com isso, se tiver coragem. Mas é claro que você não tem! Olhe só pra você! Um pobre coitado, mal resolvido cheio de desejos que não consegue realizar, sem filhos aos 40, não me surpreenderia se fosse virgem! É?! AHAHA! Por favor, me livre logo de continuar olhando para você e me mate de uma vez!! - Edward puxou o gatilho. Porém nele mesmo.
Pobre Edward, que vida triste =)
Por hoje é só isso...To com sono -.-'
quinta-feira, 30 de julho de 2009
Too Sleepy
Voltando a escrever aqui depois de algum tempo, pela necessidade, como sempre. O dia me forçou, como quando alguém te tortura, de forma agradável ou não.
Essa tarde o céu tinha uma beleza triste, sugou muito da minha atenção e vitalidade, me deixou sonolento... As núvens carregadas tomaram conta parcialmente, enquanto o sol lutava pra se fazer presente, e essa luta perdurou até a escuridão tomar seu espaço de direito, com o cair da noite. Dessa batalha só resta a brisa gelada do fim de tarde, aquela que contribui pra que você se sinta muito bem ou muito mal. Por um momento odiei, em outra ocasião adoraria. Dificil ficar imparcial com um clima desses.
E depois, como ja era esperado, choveu. Mas nem sei se é viavel chamar aquilo de chuva, algo tão fraco e sem propósito que lembrava a minha expressão de sonolência...
domingo, 21 de junho de 2009
É melhor não morder...
Foi apenas uma daquelas noites, um daqueles vôos fabulosos, uma velha magia negra. Ou quem sabe não tão negra assim. Mas encanta e amedronta apavorosamente. As lembranças ainda magnificamente vivas na fragancia que me restou na roupa, e o vôo ainda continua, alto sem previsão de pouso, ou queda. E vai alto, mais alto do que deveria. E aí eu te mordo, e tudo acaba.
quinta-feira, 4 de junho de 2009
Vampiros também amam
Vampiros não gostam da noite, eles a odeiam. É sua condenação, seu martírio, sua cruz. Ironico, não acham?
Amam a luz. Sim, vampiros amam. Alguns ficam até o limite da madrugada esperando pela aurora ansiosamente para poderem ver o brilho do sol ainda mergulhado no horizonte, e depois tentar sonhar com a ultima vez que sentiram seu poder.
Sendo obrigados à noite, eles tem que achar beleza no escuro, para fazer dela menos insuportável. Um vampiro que não lamenta não é um vampiro. Afinal, eles são o próprio lamento. E esse lamento, é a tal beleza da noite.
Sendo obrigados à noite, eles tem que achar beleza no escuro, para fazer dela menos insuportável. Um vampiro que não lamenta não é um vampiro. Afinal, eles são o próprio lamento. E esse lamento, é a tal beleza da noite.
Uma rua enevoada, os passos tediosos de quem não tem a menor pressa, eterno inconformado era Monfred. Seu mestre não tivera paciência suficiente com sua sede por respostas e sumira no mundo há meio século atrás. Agora ele, Monfred, vagava solitário pela Viena do século XVII.
Ocorreu que durante uma das incontaveis noites frias da Áustria, ele se interessou - como sempre se interessara - por uma apresentação de camara no palácio real. Medroso, sim, sempre foi, porem nada lhe tirava a aristocracia que lhe corria nas veias, portanto, Sir. Monfred era bem aceito em qualquer lugar.
Todos como sempre o cumprimentavam honrosamente, e logo lhe ofereceram um assento previlegiado. Iniciou-se o primeiro movimento da peça, allegro ma non troppo, se desenvolveu brilhantemente, o quarteto formado por um cravo, um cello, uma viola e um violino era da mais alta qualidade Austríaca. Os interpretes se concentravam ao maximo durante a execução, o que permitia aos expectadores perceber seu transe, e alguns até compartilhar deste. Durante o sombrio adaggio do segundo movivento, Monfred avista uma bela donzela. Cabelos loiros encaracolados, minuciosamente penteados para a ocasião de gala, verdes olhos penetrantes, a face rósea e seios alvos, trajava um vestido cor-de-vinho todo ornamentado, por cima um espartilho preto não menos enfeitado e luvas. Ele então inicia seu flerte, com o avanço da melodia, que fica cada vez mais pesada. A dama abre seu leque e o abana perto da face, em sinal para Monfred. Quão tolo um vampiro pode ser? Completaria um século de vida tão logo e mal havia aprendido que não se deve apaixonar por mortais! Encerrou-se o segundo movimento com um longo e alivado "finale", a dama discretamente se dirigiu para uma das incontáveis sacadas do palácio e Monfred foi logo em seguida:
- Uma bela apresentação.
- De fato, cavalheiro. - A donzela o fitava sem piedade.
- De fato, cavalheiro. - A donzela o fitava sem piedade.
- Vive nos arredores, senhorita?
- Vivo no Palacio.
- Vivo no Palacio.
- Oh! - Monfred não conseguiu mascarar sua surpresa.
Após uma breve pausa, a donzela rompe o silencio:
- Que noite fria!
- Você acha? Digo, ja me acostumei. Noites frias são minha prisão! - A donzela riu - Ora, não ria! - Disse Monfred contendo seu próprio riso.
- Você acha? Digo, ja me acostumei. Noites frias são minha prisão! - A donzela riu - Ora, não ria! - Disse Monfred contendo seu próprio riso.
- Pele macia, labios úmidos... - Ele a acariciava o rosto com as costas da mão direita. Ela gostava, mas de súbito retirou a face. Os anéis gélidos a haviam tocado.
- Lindos anéis. - Disse a donzela os tocando, um a um. E os olhava com muita atenção.
- Lindos anéis. - Disse a donzela os tocando, um a um. E os olhava com muita atenção.
- Sim, são bem antigos também, meus bebês. - Ele fechou a mão, fazendo com que os dois ficassem de mãos dadas. - Que indelicadeza! Esqueci de perguntar-lhe o nome!
- Laura, e o vosso, cavalheiro?
- Monfred Von Salzburg. Encantado.
- Sabe, Monfred. Não sei o que exatamente, mas algo em você me encantou profundamente. - Monfred era belo, de fato. Alto, cabelos longos até o peito, ruivo de olhos azuis muito claros e profundos, suas sombrancelhas davam um contorno todo especial a seu rosto delicado. Delicado demais para homens.
- Me lisonjea a troco de que, Milady? - Monfred acariciava agora o lábio inferior de Laura, enquanto falava.
- A troco do que quizer. - E Monfred a beijou, vigorosamente a tomou nos braços, e uma ventania fez as cortinas tamparem a visão para dentro do salão. Agora eram apenas os dois e o frio cortante dos alpes. Laura experimentou do beijo inesquecível de um vampiro, o elixir do júbilo eterno, e se extasiou rapidamente. Enquanto ele a tinha entregue, não pensava em mais nada a não ser no que fazer. Tinha fome, mas gostara daquela mortal. "O que fazer? Um ser tão doce e belo, pertence ao mundo, pertence à vida." Mesmo com esses pensamentos, Monfred continuou a seduzir Laura que por entre suspiros e gemidos, já não sabia onde eles estavam, para ela, eles haviam viajado para muito longe, além dos limites da compreensão humana. E ela estava correta. Monfred, com suas caricias a levou para outro plano, ali mesmo, numa sacada do Palacio Real, ele a fez sentir no paraíso. Até que tomou a decisão final. Desceu dos lábios de Laura para seu queixo, moveu-se lentamente para o ouvido esquerdo, e então, finalmente, o pescoço. Cravou sua presa e sugou seu cerne. Ávidamente, como nunca antes. Agora era sua vez de ir para além de sua própria compreensão. Laura tinha um gosto muito especial, algo que fez Monfred duvidar de sua humanidade. Deixou-a por fim, inconciente, e a levou para sua casa. Deitou-a em seu leito e se sentou numa poltrona a observando a noite toda. Meditou sobre o que fazer, havia encontrado finalmente alguém para passar a eternidade, ou seria ele cruel demais em dá-la o presente das trevas, e confiná-la ao escuro para todo o sempre? Contudo, era isso ou a morte...
Monfred, por si não suportava viver na escuridão. Seu cravo sabia muito bem das histórias que lhe contava. Não achou justo dar ao menos a chance de Laura decidir seu destino, sabendo que o presente das trevas é na verdade uma condenação às trevas. Decidiu então por matar Laura e livrá-la do sofrimento eterno.
Pobre Monfred, traído por seus instintos mais uma vez...
domingo, 31 de maio de 2009
O perigo
Tragédia? Hah! Não chega nem perto, ja vi e sofri piores. No fim das contas, agente gargalha. Mas não de alguém, sim da situação. Convenhamos, é engraçado! Conhece-se alguém, aprende o que interessa sobre essa pessoa, constrói em volta dela uma fortaleza que só ela mesma pode destruir, e a parte comica; Ela sempre destrói! E o que acontece depois? Bom, agente corre o mais rapido possivel pra que os escombros não caiam sobre si, e depois de alcançar uma posição favoravel, olha para tudo aquilo que acabou de cair e gargalha. É assim que funciona ^^
Penoso? Sim, o chato é ter que correr dos escombros. Mas é um mal quase necessário, portanto perdoável. E o interessante é que sempre escapei com poucos arranhões deles, feridas que cicatrizam rápido. Ou assim eu espero.
Perigoso? Perigo?! Eu rio na cara do perigo. ha ha ha!
terça-feira, 19 de maio de 2009
Utopia
O sol vai se escondendo timidamente atrás das arvores, como uma criança na saia da mãe. E deixa tudo alaranjado, e mais negro a cada minuto com sua partida. É triste. É triste ver-te partindo e não poder fazer nada a respeito, porém voltarás, e reinará a alegria junto ao romper da aurora. Mas ainda sim, iludo-me profundamente a cada dia, pois desejo que fiques e nunca tenhas que partir e deixar tudo negro novamente. Mas sei que não és meu, pertences ao mundo, e tens de alegrar a todos, não só a mim. Ao primeiro sinal teu, os pássaros cantam, entoam melodias aveludadas ao vento, a canção de boas vindas a tí. Infelizmente não consigo aproveitar ao maximo a companhia tua, pois fico a questionar "por quanto tempo será que vai durar?". A resposta logo vem, e mais uma vez te vejo escapar por entre montanhas ao longe e além. Icaro ja tentou possuir-te, e falhou. Não serei tão tolo quanto ele.
sábado, 16 de maio de 2009
Eu
Já ouviu falar em preguiça? Bom, ela me define. Preguiça é geralmente interpretada como um cansaço infundado, porém, não só de cansaço se cria a preguiça. Há sinceridade na preguiça, há felicidade na preguiça, conforto. Mas também há vazio, tristeza e sua parcela de escuridão. De onde vem isso? Não me pergunte, sou preguiçoso demais para tentar descobrir, afinal, que diferença faz?
Meu bom-humor é relativo e quando presente se manifesta alto, meu mau-humor é silencioso e por isso, traiçoeiro. "Seco demais para a ocasião", "Doce demais para a ocasião". Equilibrio não é mesmo comigo, apesar de procurar por ele.
Não digo que amo ninguém assim tão facil, amor é muito confuso para se assegurar dele, só disse "eu te amo" para amigos sinceros, veradeiros e irmãos, que um dia me enterrarão. Talvez eu esteja complicando demais essa questão, por isso nunca consegui dizer "eu te amo" à garotas com verdade. Deveria eu banalizar o amor para conseguir sucesso efêmero? Não creio, não posso.
Meu bom-humor é relativo e quando presente se manifesta alto, meu mau-humor é silencioso e por isso, traiçoeiro. "Seco demais para a ocasião", "Doce demais para a ocasião". Equilibrio não é mesmo comigo, apesar de procurar por ele.
Não digo que amo ninguém assim tão facil, amor é muito confuso para se assegurar dele, só disse "eu te amo" para amigos sinceros, veradeiros e irmãos, que um dia me enterrarão. Talvez eu esteja complicando demais essa questão, por isso nunca consegui dizer "eu te amo" à garotas com verdade. Deveria eu banalizar o amor para conseguir sucesso efêmero? Não creio, não posso.
Isso sou eu, e isso fica sempre muito feliz em ajudar.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
Uma noite e tanto
Ah, que noite maravilhosa. Fez frio razoavelmente, e a surpresa, a estrela da noite; A chuva! Ora, mas não só a chuva em sí, a combinação dos fatores. Vejam, uma noite de lua cheia solitária é tão inspiradora quanto um céu cheio de contrastes? Como quando ela (a lua) se posiciona estratégicamente entre as núvens e cria aquela infinidade de azúis escuros no firmamento negro... Pois então, a Lua Cheia sozinha não torna uma noite tão mágica assim, como apenas a chuva ou apenas o frio também não o fazem. Essas forças combinadas me deixam num estado de júbilo aparentemente inexplicável, o rugir dos trovões para além das janelas me arrepiam, o som da água que cai furiosa me relaxa. É como se essas forças me revigoracem de algum modo, como se elas levassem a dor que precisa ser levada, mas há ocasiões em que elas trazem o peso e a dor e pesar consigo. Porém não desta vez. O som dos cellos unido aos ruidos assombrosos lá de fora me encantam. Cassoam da minha sanidade, um paradoxo fascinante!
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Nostalgia
Nostalgia, saudade, saudosismo... Passado. Felicidade. Comparado à uma vida foi por tão pouco tempo, e por muito esses sentimentos se estenderão. Os pensamentos simples de criança não me deixavam ver todas as pequenas coisas que deveria, que hoje eu procuro tentar lembrar. Detalhes tão importantes, tão significativos, enfim. Detalhes. A falta de organização tão "metódica" no ultimo apartamento, não combinava mesmo contigo, pai! Meias sendo cuspidas das gavetas, copos pra todo lado, a escrivaninha do computador...Melhor nem comentar! A samambaia da sala, sempre verde, não faço idéia do quão antiga ela era e muito menos do destino que tomou.
Voltando mais no tempo, o Hotel Solar, que hoje se tornou (afrontosamente) uma academia, aquele prédio foi construído para ser um hotel, injusto. De qualquer forma, ali recebi as primeiras noções de desenho por tuas mãos, pai. Me iludi com o "jogo" chamado internet, que acreditava ser algo relacionado à navios por dizerem que se navegava por ela, e me frustrei quando descobri que só haviam letras, na lentidão psicodélica do 486...Levava hópedes à seus quartos, com toda a cortezia, um perfeito gentleboy. Tive amigos de infância marcantes, outros nem tanto. Conheci a Saga de Star Wars, tudo nesse emaranhado de quartos, que muitos não chamam de casa, mas eu chamo de "Lar perfeito". Você me fez feliz, pai, e me deu vontade de ser feliz, com seu bom e (tão caracteristico) mau-humor ereditário, diga-se de passagem. Foi sim, injusta sua partida, mas seres humanos morrem. É aceitável.
Apesar de tudo, não tenho revolta. Bem disse meu irmão uma vez; "não sentimos isso porque tudo o que tinhamos de resolver com ele resolviamos". Faço minhas tuas palavras Gio, de fato, assim era feito ^^
terça-feira, 28 de abril de 2009
Da diferença entre amor e paixão
Sempre se perguntam se ja amaram, ou se estão amando, certo? Bom, não tenho respostas. Tenho mais duvidas que qualquer um de vocês, sempre escrevo com a sabedoria de quem não sabe nada sobre tudo. Mas existem pontos óbvios nessa questão...
A grande maioria dos apaixonados são inconseqüentes, quase irracionais e totalmente impulsivos. Quem ama parece ter cautela, medo e angustia, e precisa proteger e amparar. Apaixonados têm pressa, sede de carne, são apavorados. Para quem ama, abraços e afagos são o bastante, o silêncio da respiração é mais reconfortante do que palavras cheias de pecado. Paixão é avassaladora, leva ao ciúme certo e então ao ódio, e o que resta depois é vazio, pois aí está a maior das diferenças, quem ama precisa sempre estar perto, seja como for. Apaixonados se preocupam mais com seus próprios sentimentos do que com os do outro, pensam primeiro em si. Quem ama põe o outro sempre em primeiro plano, e se for possivel curar seus próprios ferimentos será feito depois, pois realmente não te importa.
Amor dura, paixão não.
sábado, 25 de abril de 2009
Silence
Silencio me diz muito, enquanto não me diz nada... Tenho medo de por tudo a perder, pela vontade de te quebrar, silêncio. São berros de ódio e desespero dentro d'alma, e a face serena. Isso me faz tão mal e poderia fazer tão bem. Basta que o silencio acabe e o descaso se faça ausente, e então problemas seriam resolvidos. Ainda parece haver luz fora desta névoa, mas se há alguma chance de sucesso aqui dentro, aqui permanecerei até que tudo tenha-se perdido, finalmente...
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Sonhos
Sonhos? Bem, os sonhos são ilusões das que cativam, dão medo, te deixam ansiosos, esperaçosos, enfim. Ilusões.
Eu sonho muito; dormindo, acordado, deitado, em pé, andando, parado, falando, calado, e sonhando. Sonhar não faz mal, mas machuca as vezes. Corta, te faz sangrar, chorar...Mas também faz rir, emocionar. São traiçoeiros, pois são fruto da sua mente, e você geralmente se odeia, e se destrói por pensamento, mas também te levam onde você mais deseja, no intimo de você, ou de outra pessoa, tocam a alma de quem quer que seja, torna transparente qualquer mentira, mas também mente e engana e semeia ódio, discórdia... Quer controlar isso? Quer ter poder sobre você mesmo e seus sonhos e ilusões? Você não vai...^^
domingo, 19 de abril de 2009
Chega o Outono
Vêem? Sentem? Essa brisa fria que vem por todos os lados! As folhas secas, mortas, que caem solitárias no chão sujo, como se não tivessem a menor majestade? Isso é o Outono, a estação do descaso. Porém, é das melhores, das mais bonitas. O começo do fim de tudo o que a primavera criou, onde tudo definha, se esconde. Pra nascer e morrer denovo. O cruel ciclo da vida...
sexta-feira, 17 de abril de 2009
É, o começo é sempre mais chato, não há muito o que escrever, poucos vão ler (se alguem ler)...Pelo menos eu gostei do titulo do Blog..que mudará em breve, e denovo e denovo e além. Não prometo escrever todos os dias, mas os dias que escrever serão especiais, serão sinceros, nada banais. Todos os textos terão significados profundos que me desvendam. Criei esse blog justamente pra isso.
bom, por enquanto é só. Até a vista...
bom, por enquanto é só. Até a vista...
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