domingo, 22 de novembro de 2009

Sobre Estrelas e outras coisas que brilham

E chega a hora em que uma tristeza revoltada se abate sobre os seres que a troco de seu próprio prazer não compensado contemplam as estrelas. Pouco sei sobre essas luzes encantadoras, esses olhos mágicos, que iluminam a noite fazendo o escuro se envergonhar. São pálidas em seu esplendor sufocante e são delicadas como o toque morno da luz do sol pela manhã. De todas, as que mais admiro e amo são três e devo dizer; já vi e conheci várias estrelas cadentes, mas estas três não caem. Seu próprio fulgor as mantém intáctas.

Então porque a tristeza revoltada, voces devem se perguntar. Ora, é simples e ja foi antes abordado por mim em textos anteriores. Tudo tem a ver com alcance, ou a falta dele. Não é nada dificil de se concluir que uma vez que você admira e ama algo, acaba por deseja-lo, cobiça com olhos de quem precisa possuir. Pois bem, eu cobiço essas luzes e sei que não posso tê-las, não exatamente por talvez ser 'trevoso', mas porque as pálidas parecem ser muito para qualquer um que as tente possuir. Ouso, porém, as vezes e em vão na maioria delas... Vai que cola.

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Das Mãos


Mãos podem ser dominantes, sérias, mentirosas, verdadeiras, carinhosas ou pesadas, ou qualquer outro adjetivo perfeitamente aplicável. São mecanismos complexos e belos em sua dificuldade de compreensão, mesmo assim não são impossíveis de se entender no que diz respeito à mecânica. Porém a linguagem silenciosa que elas exalam em meio a sua beleza prende olhares e a atenção, e essa linguagem sim, é um tanto complicada. São por excelência habilidosas e à subordinação de um cérebro magnífico cria obras de infindável beleza. A cultura do mundo não poderia ser tão rica, não fossem elas. E quando tudo tende à caríceas, nada seria como de fato é, se nessa arte elas não fossem mestres.
Mas como tudo tem um lado sombrio, pelas mãos da humanidade também se dá a destruição, a depravação do belo, um toque de maldade e cobiça que nos persegue desde os primórdios. E o que move esse mal são corações obscuros, egoístas... Gente, sim. E fazem questão de antes de corromper o que quer que seja, corromper as próprias mãos, e sua vontade...
Más ou não, são de todo belas e merecem respeito, as mãos que moldaram os alicérces do mundo civilizado.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Sabemos que não se pode alcançar

Quase um mês sem postar! Não vou deixar isso acontecer, ou assim espero. Um mes é muito tempo de esquecimento... Nada bom.

É impressionante, como tudo o que é inalcançável é mais bonito e tem mais brilho. E você tenta em vão obter, mas tudo o que consegue é frustração. Porém não se pode negar que tudo transcorre como uma luta bonita, o ato de tentar alcançar o inalcançável. A busca de forças para superar o que não se pode superar, e no fim a tragédia é certa, mas ainda assim bela. Outro vôo ao sol, outra queda envergonhada... A sina de alguns, o deleite de muitos. Pois muitos apreciam observar a labuta de longe, e quando você finalmente cai e chora, os espectadores se levantam para enxergar melhor e riem. Isso também se aplica aos sonhos.

A poesia por tras disso é muito verdadeira. Sempre há algo ou alguém fora de alcance, e você deseja, cobiça, acha que precisa...Mas não precisa...Mesmo assim acha, e isso ja é o bastante para que tudo comece denovo até a próxima queda...