segunda-feira, 4 de maio de 2009

Uma noite e tanto

   Ah, que noite maravilhosa. Fez frio razoavelmente, e a surpresa, a estrela da noite; A chuva! Ora, mas não só a chuva em sí, a combinação dos fatores. Vejam, uma noite de lua cheia solitária é tão inspiradora quanto um céu cheio de contrastes? Como quando ela (a lua) se posiciona estratégicamente entre as núvens e cria aquela infinidade de azúis escuros no firmamento negro... Pois então, a Lua Cheia sozinha não torna uma noite tão mágica assim, como apenas a chuva ou apenas o frio também não o fazem. Essas forças combinadas me deixam num estado de júbilo aparentemente inexplicável, o rugir dos trovões para além das janelas me arrepiam, o som da água que cai furiosa me relaxa. É como se essas forças me revigoracem de algum modo, como se elas levassem a dor que precisa ser levada, mas há ocasiões em que elas trazem o peso e a dor e pesar consigo. Porém não desta vez. O som dos cellos unido aos ruidos assombrosos lá de fora me encantam. Cassoam da minha sanidade, um paradoxo fascinante!

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