domingo, 13 de setembro de 2009

Uma noite na Taverna

Elros entrou na taverna junto ao avanço do crepúsculo, estava aparentemente abatido e cansado. Sentou-se de frente ao balcão. - Rum, Falstoph, rum. - Pediu e foi prontamente atendido.
Era de fato cedo para começar a beber, mal caíra a noite e a taverna estava às moscas. Nenhum de seus amigos havia chegado e Elros se perguntava se apareceria alguém, no fim das contas.
Ao meiar o terceiro caneco de rum, eis que Elros vê Lörindir esbarrar na porta, ele adentra quieto e visivelmente bêbado. - Meu bom Falstoph, um café forte.. Por favor. - Elros ouviu aquelas palavras, e elas entraram em sua cabeça como parafusos enferrujados. - Café?! Café?!?- Esbravejou. - Falstoph, encha minha caneca de Rum mais uma vez e raios me partam se Lörindir não me acompanhar!
- Elros! Não te reconheci, velho amigo. - Disse surpreso. - É claro que não, você não saberia dizer a diferença entre uma vaca e um dragão, nesse estado! - Respondeu Elros entre risos, e os dois gargalharam depois.
- Tomas Rum? Ora, claro que te acompanho. Suspenda o café velho Falstoph! Afinal, é sexta!
- Esse é o velho Lörindir! Hahah! - Zombova - Mas diga-me, por onde andavas nesse dia quente de fim de inverno?
- Acreditas que tomei os primeiros goles em casa, saí e entrei numa outra taverna a leste? Um lugar estranho, de fato. Quando dei por mim, ja estava bebado e não conhecia ninguem daquela joça, e todos me fitavam cheios de intensões malévolas. Logo tomei meu rumo pra cá! - Explicava Lörindir achando graça. - Caí no caminho, veja - mostrando o cotovelo - Malditas carroças, o fim de tarde é caótico nessa cidade. - Elros só fazia rir, o estado de seu amigo era deplorável, digno de pena.
- Caro amigo, o sol mal se esconde e já esta caindo pelas ruas! -
Falstoph entrega o rum de Lörindir. - Ora essa, veja quem fala! Aposto que só não caiu até agora por que estás sentado, nobre. Veremos ao fim da noite! - Disse depois de sorvar um belo gole. E Elros o acompanhou sorrindo ironicamente. Não mais que subtamente, Lothor entra na taverna. - Saudações caros cachaceiros! - E ria! Como ria... - Lörindir!! Eu te vi caindo logo ali! Hahahaha!! O que aconteceu?!
- Maldito fazendeiro! Um dia eu mato um desses, e aqueles jegues que eles chamam de cavalos! Eu ja estava ha um bom tempo tentando atravessar a viela, quando finalmente me arrisco, ele como que de propósito avança. Tive de me jogar a frente para não ser atropelado. - Elros e Lothor a essa altura riam como Hienas da situação.
A conversa proseguia agradável, e o rum ia ficando mais suave a cada gole. Ia passando das seis e meia quando a Taverna foi se enchendo e o que mais se ouvia lá dentro eram vozes, e berros de bebados. Vez ou outra, alguem começava a cantar musicas típicas de bares e tavernas, isso fez com que Elros, que carregava um alaúde tivesse a idéia de começar a tocar.
- Precisamos de musica de verdade aqui, meus nobres! - Disse pegando o instrumento que deixara descançando no chão e recostado no balcão. Nada mais precisava ser dito, logo Lörindir puxou sua flauta das costas e iniciou a primeira melodia, Lothor pediu à Falstoph que lhe emprestace um pandeiro, e tudo ja estava armado. Beberam e tocaram a sexta feira com toda a alegria que lhes restavam da semana. Mais tarde, Vardamir, o anão, se juntou a eles. Deus, como anões bebem! E são orgulhosos como só eles podem ser, contava dos feitos dos antepassados - como se ninguem nunca tivesse ouvido tais histórias antes. - E como comem! Tão logo chegara, e sua mesa ja estava cheia de pilhas de pratos. Entre uma musica e outra todos comiam algo, mas Vardamir conseguia cantar e comer e beber ao mesmo tempo! Era impressionante.
Ia ficando tarde, e ocorreu que Elros precisava urinar. Foi sozinho e dormiu. Acordou de madrugada com o cricrilar dos grilos lá fora. Quando voltou para o salão da taverna viu o que pensara ser uma carnificina, mas não. Eram apenas bebados empilhados, até Falstoph havia dormido de bebado! O próprio dono do estabelecimento... Que vergonha! Quando deu por si, Vardamir estava dormindo emcima do que era pra ser seu Alaúde, "Filho de uma boa mãe" pensou... Mas estava com muito sono e preguiça para acordar um anão para uma briga de madrugada. Acabou que ele acordou Falstoph.
- Ei, seu irresponsável, acorde! - zombava - Me dê um caneco de cerveja, preciso ir pra casa. Logo amanhece, vou tomar uns cocões da patroa, e amanha ainda preciso arrumar o Feno...

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