sexta-feira, 16 de abril de 2010

Do avesso

Um júbilo "moderato"... Um tanto "Furioso"... Nada "Cantabile". Minha serenidade se encontra por um fio, sinto o tempo se esgotando mas ele não é simples como uma ampulheta, eu não posso simplesmente virá-lo de cabeça para baixo e fazer tudo recomeçar. Quisera eu várias vezes mais estar ao teu lado, e pacientemente, te esperar terminar teu pirulito de nicotina para então beijar-te com o doce gosto da morte. Tens medo de mim? Por que então não posso ler-te e logo descobrir o que tanto preciso saber? Te quero do avesso, e do avesso estarei se assim desejar.
Tu, minha pequena, tens sido uma garotinha muito, muito má. Tua indecisão me estremece e aflige. Eu quero mais, mas não sei se posso tê-lo.
Eu... mal consigo escrever, nada me vem à cabeça...A poesia escapa pelos dedos, o frio se torna quente e a serenidade se enfurece, enrubresço e então me decido pelo sono.

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